segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Como se de um verdadeiro banquete
se tratassem os dias,
de cabeça erguida,
na estrada da terra batida.
Para toda a vida,
ou não.



domingo, 17 de dezembro de 2017

Num canto
palmeiras sem fim.
Elegantes coqueiros
brindam, aos deuses do mundo.
A sul,
nada de novo.


sábado, 16 de dezembro de 2017

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Onde
o capim é alto,
como as arvores que teimam,
benção a todos que passam.
Suave vento
antes da tempestade.


quinta-feira, 14 de dezembro de 2017


terra cor do tijolo,
asas de batuque
em voos de lua cheia.
No horizonte
bancos de areia.


quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Lá,
a favor do vento,
o sorriso timido da planicie,
na disputa da vida
sobre a mesa vazia.



segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Perto,
a doçura das mangas,
escorre nas mãos descalças das crianças,
até aos cotovelos.
dos dias tranquilos.

domingo, 12 de novembro de 2017

Depois
há ainda,
a flor das acácias,
enquanto
se beijam os sentidos,
sobre discretos
bancos de jardim.


sábado, 11 de novembro de 2017

sou das ovelhas negras, a mais colorida que o rebanho tem.  
Da espécie, deixem-me em paz. Casa arrumada, mente desorganizada, independente, mãos livres, pés no chão e cabeça na lua, cabelos ao vento, cara lavada, palavra afiada, rebelde de vão de escada, varanda florida de janela grande.

Criativa_mente, fazedora de sonhos e pontes, partitura de ideias obstinadas, amante das arvores, das serras, dos rios, das montanhas e de todas as florestas encantadas, histórias mágicas, noites de cantigas com fogueiras ao relento.

Pensa_dona, doidona, qualquer coisa entre o humano e o alien, de arrepio fácil, dada a saltos em altura e avessa a saltos altos, de gargalhadas tolas, pessoa criança, adora gente de luz e de olhos brilhantes.

Preocupada, desencontrada, feliz e triste, ás vezes atormentada, seguidora da mãe terra, apaixonada pela vida, por tudo o que é bonito, boa musica, comida e gente.

E também mudo de opinião, viro a página, mudo de pele, de graduação, de sistema operativo, de connexão, de padrão, conjugação, mudo de continente, de cor preferida, de prato do dia.

Ou não, mantenho-me simplesmente fiel a quem sou, sendo que o que sou, muda todos os dias,
ou não.





quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Estou longe. Neva lá fora, acabo de pôr um tronco no fogo, não o quero brando. O caldeirão é pequeno, está pendurado por dois ganchos de ferro velho, presos á parede de pedra que circunda o buraco da chaminé. São horas de dormir e o meu cérebro fervilha de ideias. Para um bom caldo não te esqueças, uma boa pitada de sal, tudo o resto é segredo.

Quando for grande quero ser bruxa.



De todas as caldeiradas, as que mais gosto são as de peixe, cebola á grande, alho e azeite sem medo, o tomate, pimentos de todas as cores, batatas e vinho branco, um grande molho de coentros, de preferencia com alguns camarões dentro, a fazer lembrar uma mão cheia de amigos, todos diferentes. A conversa é boa quando a comida é boa e as pessoas cantam com vontade de transbordar, panelas fundas á volta de conversas com conteúdo. Uma boa caldeirada é janela para cotovelos em cima da mesa, tábua de madeira grande, toalha aos quadradinhos, a velha jarra de flores amarelas, qual molho de sorrisos ao lado de um pão a sair do forno.

Que não nos falte o apetite para a vida.