De manhã preciso de café como quem precisa de, sei lá, preciso mesmo de um café, longo, quente, numa caneca grande, com uma colher de açucar. É um ritual, depois da fruta com yogurt e muesli, os suiços lá sabiam, e mel, um fio de mel para me lembrar que a vida tem um lado doce. Há sempre um fio que seja de doçura, uma brisa numa tarde quente, o passar suave do sol entre as cortinas, um jazz, o abraço da copa das arvores, lindas, encantadas flores, preciosas.
Sim, a vida traz fios doces agarrados a ela, nem sempre os vemos,
mas eles lá estão, soltos ou enroladinhos á nossa espera.
segunda-feira, 30 de outubro de 2017
domingo, 29 de outubro de 2017
Grande festa. Deve haver algum problema com esta geração de Djs, quando finalmente parece que a coisa vai animar, desatam a tocar um som que não lembra ao diabo, e a pista a ficar vazia e ele a insistir, á espera que bebamos mais qualquer coisa? Vim para casa. Toda eu cheirar a cigarro, sem ter tocado num, oh cheirinho mau, quero banho e não há água. Bem, há saúde e festa, já não é mau!
O armário está vazio, a gritar por compras.
Nada de novo debaixo do sol.
O armário está vazio, a gritar por compras.
Nada de novo debaixo do sol.
sexta-feira, 27 de outubro de 2017
Esqueci-me de comprar
baunilha.
Boa desculpa para não
fazer o bolo. Enquanto me levanto e vou á despensa ter ideias. Abro a porta, o
que mais gostei nesta casa foi dos armários. Há farinha, sempre temos a possibilidade
de fazer panquecas, acabou o mel de cana, chocolate! É isso, panquecas com
molho de chocolate quente e sorvete de baunilha. O segredo é a
manteiga, tem que ser, que se lixe o colesterol e o médico, mais os anti
manteiga.
É domingo e a vizinha está
a fazer torradas, de certeza que as besunta de manteiga. O cheiro a
torradas lembra-me que me apetece um café, não dá, café a esta hora da tarde tira o sono. Raios não me apetece chá.
Ainda agarrada á porta do
armário, olho pela janela. 4 horas e o sol está exuberante, deste lado do
mundo o sol é o corpo, a comida e a bebida, em cima da esteira. Para lá da
janela uma mangueira grande, a fazer lembrar um ser do outro mundo. Estamos em
Outubro e já esperamos pelas mangas, até lá, a ver se apanho algumas verdes.
Desde que o médico me obrigou a controlar o sal, que ando com desejos de manga
verde.
Vou fazer panquecas!
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